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Cobogó

    Originalmente em concreto, o cobogó foi criado e patenteado em 1929, pelo comerciante português Amadeu Oliveira Coimbra, o alemão Ernst August Boeckmann e o engenheiro pernambucano Antônio de Góes. Os três moravam em Recife, no início do século, trabalhavam na construção civil, e a criação foi uma solução para amenizar as condições climáticas no interior das casas nordestinas, e levantar paredes sem vedar a entrada de ar no ambiente. Uma ideia simples e barata, que se popularizou rapidamente, passando, nos anos 1940 e 1950, a ocupar também o interior de casas, servindo como divisória de ambientes. Adotado pela arquitetura modernista, esse recurso passou por mutações, e foi muito usado na construção da nova capital, sendo facilmente encontrado em casas e prédios públicos do plano piloto.

http://www.anualdesign.com.br

        Essas peças são fantásticas, podendo ser usadas desde  uma fachada até adentrar o interior de uma casa ou de um apartamento. A versatilidade das peças contribui tanto para obras grandes quanto para pequenas soluções em obras menores, ganhando destaque em  fachadas ou interiores. As cores e o desenho das peças tem um peso na decoração, deixando desde um ar retrô até um estilo contemporâneo, ou seja, podemos usar e ousar com os cobogós.

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                 Imagem da Internet
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                                                                                                                                       Imagem da Internet

*Como e onde usar os cobogós?

http://casa.abril.com.br/materia/cobogos-ou-elementos-vazados-como-e-onde-usar#9

*Lojas e fabricantes

http://www.tudodafabrica.com

http://www.manufatti.com.br

http://www.ceramicamartins.com.br

http://www.betonart.com.br

http://www.premoldadobrasil.com.

Leia também: A Cor e o Ambiente

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O Trabalho do Designer de Interiores

   Antes de mais nada, quero dizer que o profissional de Design de Interiores trabalha e trabalha muito. O serviço pode durar até seis meses, mas claro que isso vai depender da complexidade do projeto. Entre reuniões, consultorias, visitas à obra e o gerenciamento, tem a parte do escritório onde as idéias são formadas e o projeto acontece.

   Se fossemos analisar as horas que um designer gasta em cada etapa do projeto, teríamos que calcular algumas noites e madrugadas também. Esse trabalho é de inspiração e precisamos do máximo de tranquilidade para relaxarmos a mente  e criar, uma vez que o trabalho por si só nos exige muita dedicação. Cabe a nós também controlar e tranquilizar o cliente com suas e dúvidas. Acredite, nossa dedicação costuma ser integral e, com isso, o desgaste físico e emocional pode ser visível. Caso o cliente não controle a sua ansiedade, ele pode piorar as coisas e prejudicar o trabalho do profissional, colocando em risco o seu próprio investimento.

   É comum esse profissional amar a profissão e carregá-la como a um filho, podendo, assim, decepcionar-se profundamente e, acredite, nós choramos quando as coisas não vão bem, mas sempre acreditamos que amanhã será melhor que ontem e assim por diante. Somos profissionais que carregamos emoções, as nossas e as de nossos clientes. Ensinamos muito e aprendemos muito mais a cada obra e cliente que temos o prazer de atender. O processo de criação depende desse relacionamento, onde pouco a pouco deve se estreitar. Dessa forma, o resultado será surpreendente para os dois lados.

 

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Quais habilidades definem o sucesso de um Arquiteto

Achei muito interessante a forma com que descreveram as habilidades dos profissionais de arquitetura  e de design de interiores. Pude me ver em cada uma delas e nos desafios dessa profissão.

Boa leitura!

O fator ‘Intangibilidade’, associado ao exercício de profissões onde a criação é a alma do negócio é algo crítico e que impacta definitivamente o processo de valorização da atividade e a conseqüente atribuição de honorários.

É notória a pouca compreensão em geral por parte dos contratantes a respeito das habilidades que um Arquiteto ou Designer de Interiores deve ter para atuar com qualidade. Nessa luta para contribuir com o processo de conscientização dos profissionais e fornecer argumentos para construir argumentações de venda, aqui vão algumas idéias que podem ajudar nessa árdua tarefa. Se você achar interessante, mande este artigo para Clientes e prospects como uma forma de conscientizá-los e sensibilizá-los para o tema.

Na visão contemporânea, o exercício da profissão exige do postulante o domínio de diversas habilidades, tais como: visão espacial, pensamento lógico, reflexão emocional, habilidade linguística, relacionamento interpessoal, domínio da formulação de estratégias de marketing (gestão de carteira de negócios, captação de clientes, posicionamento de mercado – abrangente ou focado) entre outras.

Um Arquiteto necessita possuir um repertório vasto de representações mentais envolvidas no processo de criação, incluindo o pensar em diferentes escalas (macro x micro) e uma variedade de graus de abstração (abstrato x concreto, simbólico x literal).

Arquitetos também lidam com assuntos conflitantes como julgamentos não estéticos (pesado x leve, escuro x claro), conflitos funcionais (movimento x estático) e temas psicológicos e sociais (público x privado, segurança x liberdade).

Porém, algumas habilidades são ainda mais críticas na tarefa de conceber e executar projetos. São elas: emoção, sentidos e lógica.

Emoção. Quando não há suficiente informação para promover avaliações lógicas, o Arquiteto navega através de suas emoções e instintos, o que se constitui em uma experiência bastante subjetiva. Aqui, está também a capacidade de compreender e interagir com as emoções dos outros. Adicione, ainda, a liderança de equipes e a capacidade de trabalhar em cooperação com outros indivíduos que participam do processo criativo e executivo do projeto.

Sentidos. Perceber o mundo através da visão, toque, olfato e paladar. Um conjunto de percepções absorvidas e produzidas pela mente e pelo corpo em experiências coletadas no meio externo, mais especificamente, através do contato com a natureza e seus fenômenos, além, da observação do cotidiano das grandes metrópoles. Uma espécie de antropólogo que também estuda hábitos e comportamentos e consegue antever acontecimentos ou contribuir, em certos casos, para a formulação de tendências.

Lógica. Se emoções e os sentidos são vitais para a criação e execução, a lógica não deixa de ser menos essencial. O pensamento lógico, cálculos e solução de problemas, o domínio de novas tecnologias e o planejamento se encaixam nesse elenco de habilidades racionais e analíticas vitais no dia-a-dia da profissão.

O resultado final do processo criativo e executivo é único em função do leque de habilidades que cada indivíduo possui. Nem todos os profissionais reúnem o mesmo elenco de habilidades. Outra conclusão importante: o mesmo problema pode ser solucionado de maneiras muito diferentes dependendo do conjunto de habilidades que cada um ostente e por se valer de pontos de vista diversos.

Um Arquiteto poderá possuir habilidades limitadas, mas com alto desenvolvimento no domínio das mesmas. Outros conseguem apresentar um diversificado elenco dessas habilidades. O desempenho, entretanto, de ambos pode ser positivo. O bom profissional é aquele que reconhece seus pontos fortes e fracos e busca novos conhecimentos. Essas carências devem ser diagnosticadas e o repertório de habilidades complementado.

*Baseado em artigo de Newton D’Souza, professor assistente de estudos da Arquitetura na University of Missouri-Columbia.

http://www.adforum.com.br/conteudo_detalhe-vendas-quais-habilidades-definem-o-sucesso-de-um-arquiteto,7,921